• A Igreja da Paz

    A história da Comunidade Evangélica de Joinville funde-se à história da cidade, sendo inevitável relacioná-las quando tratamos da memória religiosa do município. Isso deve-se ao fato de terem chegado na Barca Colon imigrantes com profunda fé cristã e familiaridade com os cultos e hinários de sua terra natal. Assim, a pedido dos colonos e ciente da importância de organizar a vida religiosa, a direção da colônia firma contrato com o primeiro pastor da então colônia, Pastor Jacob Daniel Hoffmann, em 7 de outubro de 1851. Passados alguns anos, em 1857, a Colônia Dona Francisca possuía então 1.428 moradores, sendo 793 homens, 635 mulheres, 142 católicos e 1.368 protestantes.

    Diante dessa grande maioria protestante existente na cidade, a construção de um espaço para oração onde os fiéis pudessem reunir-se e expressar sua fé era cada vez mais urgente, sendo solicitado ao Governo Imperial, um projeto para a construção de uma Casa de Oração. Dessa forma, pode-se afirmar que a Igreja da Paz tem acompanhado o crescimento da cidade e seus cidadãos desde então, passando por diversas alterações e ampliações durante seus mais de 160 anos.

    A Igreja da Paz é o templo mais antigo de Joinville e sua arquitetura guarda essa memória e história pois, todas as intervenções sofridas foram no sentido de ampliar a igreja, o que permitiu que as estruturas iniciais da primeira Casa de Oração (1857) fossem mantidas, assim como as ampliações realizadas na torre e outras intervenções que ocorreram durante sua existência. A importância da Igreja da Paz para a memória urbana e cultural da cidade foi reconhecida através de seu tombamento municipal e estadual.

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